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Mulher que esfaqueou homem em Oeiras é solta após indício de legítima defesa

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A mulher investigada pela morte de Luiz Ancelmo Gomes da Silva Pereira, de 47 anos, em Oeiras, município a cerca de 280 km de Teresina, foi colocada em liberdade após passar por audiência de custódia. A Justiça não decretou a prisão preventiva e considerou a existência de indícios de que ela possa ter agido em legítima defesa.

Luiz Ancelmo morreu após ser atingido por um golpe de faca durante uma discussão na madrugada de domingo (6), no antigo Mercado Municipal de Oeiras, espaço que atualmente funciona como terminal rodoviário.

Imagens de uma câmera de segurança registraram parte da confusão que antecedeu a morte. Na gravação, a vítima aparece chegando ao local em uma motocicleta e se aproximando da mulher, que estava conversando com outro homem. Pouco depois, os dois começam uma discussão.

Durante a briga, os dois entram em confronto físico. Segundo as informações inicialmente repassadas pela Polícia Militar, a mulher teria tido acesso a uma faca e atingido Luiz Ancelmo na região do tórax.

Após o confronto, outras pessoas que estavam no local se aproximam e interrompem a briga. Na sequência, Luiz Ancelmo retorna para a motocicleta e tenta deixar o local, mas cai pouco depois.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e realizou procedimentos de reanimação, mas o homem não resistiu e morreu ainda no local.

Suspeita foi localizada horas depois

Após o crime, a mulher deixou o local acompanhada de um homem. A mulher foi encontrada pela polícia poucas horas depois, no bairro Carcará, e encaminhada à Delegacia Regional de Oeiras.

Um homem que, segundo os relatos obtidos inicialmente pela polícia, teria ajudado na fuga também foi localizado e levado à delegacia para prestar esclarecimentos.

A ocorrência foi registrada inicialmente em flagrante como homicídio e encaminhada à Polícia Civil.

Justiça considera hipótese de legítima defesa

Durante a audiência de custódia, a Justiça analisou a situação da mulher e não determinou a prisão preventiva. A decisão considerou a existência de elementos que indicariam, neste momento, uma possível situação de legítima defesa.

Com isso, a investigada responderá ao caso em liberdade, enquanto a Polícia Civil continua apurando o que aconteceu.

A decisão na audiência de custódia não encerra a investigação nem significa que a Justiça tenha concluído definitivamente que houve legítima defesa. A dinâmica da discussão, a sequência das agressões e as circunstâncias em que a faca foi utilizada ainda deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação.

Fonte: Cidade Verde

 

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