Benedito Ruy Barbosa morreu aos 95 anos, nesta terça-feira (7), em São Paulo, devido a complicações de insuficiência renal crônica (IRC). A informação foi confirmada, em nota, pela assessoria de imprensa do Hcor, onde o autor estava internado.
“O Hcor informa que o autor Benedito Ruy Barbosa, de 95 anos, faleceu nesta manhã devido a complicações de insuficiência renal crônica (IRC). A instituição se solidariza com os familiares e amigos neste momento de pesar”, diz o comunicado.
O corpo do dramaturgo será velado nesta terça (7), das 15h às 21h, no Funeral Home, na Bela Vista, no Centro de São Paulo. Ele deixa quatro filhos: Edmara, Edilene, Ruy Maurício e Marcelo, frutos do relacionamento de mais de 50 anos com Marilene Barbosa, que morreu em agosto de 2014.
Nascido em 17 de abril de 1931, no município de Gália, no interior de São Paulo, Benedito construiu uma das carreiras mais marcantes da teledramaturgia brasileira. Ele estreou na TV Globo em 1976 e foi autor de novelas de sucesso como “O Feijão e o Sonho” (1976), “À Sombra dos Laranjais” (1977), “Cabocla” (1979) e “Sinhá Moça” (1986). Em 1990, o autor foi contratado pela TV Manchete e “Pantanal”, escrita por ele, se tornou um grande sucesso na emissora.
De volta à TV Globo, Benedito assinou outros trabalhos marcantes como “Renascer” (1993), “O Rei do Gado” (1996), “Terra Nostra” (1999), os remakes de “Sinhá Moça” (2006) e “Meu Pedacinho de Chão” (2014), além da novela “Velho Chico” (2016). A trajetória dele na televisão ainda inclui passagens pela TV Tupi, Excelsior, Record, TV Cultura e TV Bandeirantes, onde foi exibido o folhetim “Os Imigrantes” (1981).
A família de Benedito também é envolvida no universo das novelas. Filhas do escritor, Edmara e Edilene Barbosa colaboraram nos remakes de “Cabocla” (2004), “Sinhá Moça” (2006) e “Paraíso” (2009). Já o neto do escritor, Bruno Luperi, foi o autor das novas versões de “Pantanal” (2022) e “Renascer” (2024).
Fonte: O Dia