O falecimento de Benício Isidório de Abreu, ocorrido no sábado (07), encerra um capítulo fundamental da história política em Vila Nova do Piauí. Com uma carreira que atravessou décadas, Benício não foi apenas um ocupante de cargos públicos, mas um arquiteto da política local, desde os tempos em que a região ainda era o povoado KM 64.
A vida pública de Benício começou antes mesmo de Vila Nova existir como cidade. Quando a localidade ainda pertencia ao município de Padre Marcos, ele emergiu como uma liderança de confiança na base de apoio da então prefeita Maria Neide Soares. Sob a conjuntura política liderada por Maria Neide, Benício foi eleito vereador, sendo a voz dos moradores do então povoado KM 64 na Câmara Municipal.
Com a emancipação política e a criação do município de Vila Nova do Piauí, Benício Isidório buscou o cargo máximo do novo poder executivo. Ele lançou sua candidatura a prefeito, e embora não tenha logrado êxito naquela disputa, o pleito serviu para consolidar sua imagem como uma liderança independente e de grande influência popular.
Benício demonstrou grande habilidade como articulador ao longo dos anos. Na disputa no ano 2000, ele foi peça-chave na ascensão política de Arinaldo Leal: Em um primeiro momento, Benício indicou seu filho para compor a chapa de Arinaldo como vice-prefeito, garantindo a vitória do grupo. Já em 2004, o próprio Benício assumiu o protagonismo na chapa de reeleição de Arinaldo Leal, sendo eleito vice-prefeito.
Vale ressaltar que desde a sua passagem como vice-prefeito, Benício Isidório nunca se afastou da militância. Sua estratégia política era clara: manter a representatividade da família nas decisões do município. Ele foi o mentor por trás de sucessivas candidaturas de familiares, garantindo que o sobrenome “Abreu” estivesse sempre presente nas disputas eleitorais, seja no Legislativo ou no Executivo.
