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Delegado detalha morte de filho de vice-prefeito de Isaías Coelho e aponta caso de homofobia

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O delegado Ricardo Viana, titular do 35º Distrito Policial de Brasília, revelou detalhes da investigação que localizou e apontou a dinâmica do crime que vitimou o professor piauiense João Emmanuel, de 32 anos, no último domingo (04), em Sobradinho, no Distrito Federal.

Segundo o delegado, a polícia foi auxiliada por câmeras de segurança instaladas ao longo da rodovia. As primeiras imagens não estavam nítidas, mas foi possível delimitar o horário em que o crime ocorreu, entre 5h30 e 6h da manhã do domingo (04).

“Junto às imagens da região, nós conseguimos captar um indivíduo no exato momento em que a vítima foi agredida, caminhando em direção ao local onde foi o crime, entretanto, no sentido oposto, na outra via. Nós começamos a investigar aquele indivíduo, conseguimos outras imagens que nós vimos ele atravessando a pista em direção ao vídeo. E ali nasceu nosso principal suspeito. Nós conseguimos identificar o carro que ele se deslocava em direção ao trabalho e a partir daí nós começamos a diligenciar e a observar o local de onde aquele carro saiu. E, na noite de ontem, nós conseguimos flagrar os dois, quer dizer, o condutor do veículo, que seria o patrão do autor e o autor, o qual estava voltando do trabalho”, explica o delegado ao SBT Brasília.

O autor do crime é um serralheiro, identificado como Guilherme Silva, de 24 anos. Após assassinar brutalmente a vítima, ele a deixou agonizando no local e seguiu para o trabalho. Ele saiu da cena do crime após receber uma carona do patrão, que também é serralheiro.

O patrão ligou para a esposa pedindo que acionasse o Corpo de Bombeiros, informando que uma pessoa estaria agonizando na parada de ônibus. Quando o socorro chegou ao local, João Emmanuel já havia falecido.

Preso na noite desta segunda-feira (05), o suspeito apresentou sua versão dos fatos. Segundo ele, João Emmanuel teria supostamente feito gestos de cunho sexual em sua direção e, em resposta, ele iniciou as agressões. Os supostos gestos fazem parte da versão do suspeito, e continua sendo investigada a veracidade. O delegado Ricardo Viana destacou que o crime foi cometido com bastante frieza e que tanto a vítima quanto os dois envolvidos moravam próximos, mas não se conheciam.

“Essa situação surpreende a gente. Eles trabalharam no domingo e na segunda antes de serem presos. Ficamos perplexos com a frieza deles. Ontem após a prisão o patrão afirmou que ia procurar a gente para falar sobre o que ele fez, mas perguntei quando eles iam procurar porque já fazia dois dias do fato. Então foi um fato muito marcante, a frieza deles. Eles saírem simplesmente e irem trabalhar, e outra, retornarem para o mesmo local de onde saíram já que todos eram vizinhos”, destaca o delegado.

De acordo com Ricardo Viana, o suspeito já possuía passagens pela polícia.

“Ele tem uma passagem pelo crime de desacatado, ele tem passagens quando era menor pelo ato inflacionário análogo ao roubo, mas estava levando uma vida normal depois. Tinha filhos, estava com uma companheira”, cita o delegado.

Delegado aponta caso de homofobia

Foto: Reprodução / SBT Brasília

João Emmanuel foi encontrado em uma parada de ônibus às margens da DF-150, em Sobradinho II. O local é considerado deserto, com apenas uma parada de ônibus, próximo a uma área de mata e margeado pela rodovia.

O corpo da vítima apresentava lesões graves no rosto, e a perícia apontou que a agressão foi tão violenta que a marca do calçado do agressor ficou impressa no rosto do professor. João Emmanuel está sendo velado nesta terça-feira (06), com caixão fechado.

Guilherme Silva, apontado como autor do crime, deve ser indiciado por homicídio duplamente qualificado. O delegado destacou que houve motivação homofóbica no caso.

“É uma situação que deixou a gente bastante perplexa e eu gostaria de destacar também a situação da tipificação da conduta pelo homicídio duplamente qualificado, pelo motivo fútil. O motivo fútil foi porque foi uma questão homofóbica que ele tirou a vida da vítima. O motivo torpe foi porque ele matou a vítima com as mãos e com os pés. Foram várias agressões que deixou a vítima naquele estado lá que acabou falecendo em decorrência das lesões”, explica o delegado.

O patrão do suspeito deve responder pelo crime de favorecimento pessoal, por ter dado fuga a Guilherme.

Fonte: Cidade Verde

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