A família do sargento Cláudio Plácido Rodrigues autorizou a doação dos órgãos do policial militar após a confirmação de sua morte, na quinta-feira (1º). Segundo familiares, o gesto poderá beneficiar até seis pessoas que aguardam por transplantes no estado. Cláudio integrava a Polícia Militar do Piauí.
O militar estava internado desde o dia 25 de setembro de 2026, quando foi baleado na cabeça durante uma ocorrência nas proximidades da linha férrea do bairro Ilhotas, na zona Sul de Teresina. Após seis dias de internação, ele não resistiu aos ferimentos.
De acordo com o sargento Clóvis Plácido, irmão de Cláudio, a decisão foi tomada em conjunto pelos familiares. “Foi uma decisão da família para salvar outras vidas”, afirmou.
Segundo ele, os familiares ainda não foram informados sobre quais órgãos serão doados. No entanto, receberam a informação de que a doação poderá beneficiar seis pacientes que aguardam por transplantes.
A cirurgia de captação dos órgãos está prevista para ocorrer nesta sexta-feira (2).
A autorização foi concedida após a confirmação da morte do policial e, segundo a família, representa uma forma de transformar a dor da perda em esperança para outras pessoas.
SOBRE O CASO
Cláudio Plácido Rodrigues foi baleado na noite de 25 de setembro, durante uma ocorrência na região da linha férrea do bairro Ilhotas.
Na mesma ação, Joelson de Moura Costa, filho de um policial militar da reserva, também foi atingido por um disparo no rosto e sobreviveu.
De acordo com informações da Polícia Militar, dois homens conhecidos pelos apelidos de “Maicão” e “Escopeta” teriam efetuado disparos contra desafetos na região. Ao tomar conhecimento da situação, o sargento Plácido e Joelson teriam se deslocado pага о local e acabaram surpreendidos pelos tiros.
Horas após o atentado, um dos suspeitos apontados pela polícia, Marcos André Pereira de Oliveira, conhecido como “Maicão”, morreu após um confronto com equipes policiais. O segundo suspeito, conhecido como “Escopeta”, segue sendo alvo das investigações.
Fonte: Clube News