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Governo inicia concessão de microcrédito a famílias inscritas no CadÚnico

em 05 de julho de 2024

Foto: Ricardo Stuckert

O governo do Presidente Lula (PT) iniciou nesta quinta-feira (4) a operação da linha de microcrédito destinada a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único de benefícios sociais. Anunciada em abril dentro do programa Acredita, a medida visa impulsionar o crédito e fomentar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), uma das prioridades da gestão.

CRÉDITO

Uma primeira parcela de R$ 500 milhões foi alocada no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para garantir as operações em caso de inadimplência. Segundo o secretário de Inclusão Socioeconômica do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Luiz Carlos Everton, esse valor pode alavancar até R$ 2,5 bilhões em crédito, considerando um cenário conservador com inadimplência de 20%. Historicamente, a inadimplência do microcrédito tem variado entre 6,4% e 8,5%, o que poderia permitir um valor alavancado de até R$ 6 bilhões.

BENEFICIADOS

O público-alvo do programa são famílias atuando na informalidade, especialmente aquelas chefiadas por mulheres, além de pequenos produtores rurais. O objetivo é oferecer crédito com taxas de juros mais baixas comparadas às linhas tradicionais como cartão de crédito e cheque especial. A ideia é criar uma alternativa viável e menos onerosa para esses grupos.

META

O governo planeja, no próximo ano, uma segunda parcela de R$ 500 milhões para reforçar o FGO. Adicionalmente, uma doação de 20 milhões de euros do banco de desenvolvimento alemão KfW está prevista para auxiliar o fundo garantidor. A expectativa é que R$ 1 bilhão em garantias possa alavancar até R$ 12 bilhões em crédito nas instituições financeiras, beneficiando aproximadamente 1,2 milhão de pessoas.

O QUE DIZ O MINISTRO

“Para o desenvolvimento econômico seguro, é necessário tirar pessoas da pobreza e ampliar a classe média”, diz o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. Segundo ele, o CadÚnico tem hoje 4,6 milhões de inscritos que já têm CNPJ, além de outros 19 milhões que empreendem na informalidade.

“O programa Acredita chega com fundo garantidor para resolver a trava da falta do avalista ou de bens como garantia. Vamos apoiar com crédito com juros e prazos adequados”, afirma.

QUALIFICAÇÃO

Além da concessão de crédito, o programa Acredita inclui capacitação e qualificação profissional para permitir que as famílias encontrem uma saída dos programas assistenciais. A concessão de financiamento será acompanhada por um estruturador de negócios, que auxiliará na elaboração de um plano de negócios e na construção de soluções adequadas para cada empreendimento.

Fonte: Meio News