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Municípios do Piauí avançam até 799% com força da energia renovável

em 17 de outubro de 2020

Pautar o desenvolvimento do Piauí nos últimos anos sem citar a expansão energética é impossível. Essa predominância se traduz em números, que explicam o crescimento exponencial do Estado nos mais distintos âmbitos, contribuindo para a redução das mazelas sociais, cunhadas na desigualdade latente do nosso país.

Indústrias e parques de energia eólica impulsionaram desenvolvimento do Piauí – Fotos: Efrém Ribeiros

Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) catalogados no final do ano passado, indicam que Curral Novo do Piauí e Simões tiveram o primeiro e o terceiro maior aumento do Produto Interno Bruto (PIB) entre todos os municípios brasileiros em 2017. O avanço nestas cidades foi de 799,81% e 305,63%, respectivamente.

Segundo o IBGE, 90% dos municípios do Piauí apresentaram crescimento no PIB em 2017, o que representa 202 municípios, ou seja, apenas 22 não tiveram crescimento. No caso dos municípios que mais se destacaram no crescimento, o incremento se deu devido a instalação de indústria ou parques para a geração de energia eólica.

 PIB eleva participação em mais de 38%.

Em 198 anos, o Piauí vem quebrando o estigma do subdesenvolvimento, avançando acima da média nacional nos mais distintos espectros econômicos. Outrora esquecido, com cenas corriqueiras de miséria, vulnerabilidade, o Estado parte em rumo ao crescimento, num horizonte de esperança.

Tal transformação é traduzida em números, linhas sinuosas de desenvolvimento, que acalantam e trazem um novo panorama. A publicação “Piauí: trajetória e transição econômica”, construída pelos pesquisadores Márcio Pochmann e Alexandre Guerra, revela que o Piauí apresentou ‘significativo progresso registrado no interior de sua estrutura produtiva e padrão de inclusão social’.

O livro revela que no atual século, o Estado foi o que mais cresceu na região Nordeste, sendo que a elevação na participação relativa do PIB nacional entre 1985 e 2016 foi de 38,6% , de modo que a maior expansão (29,4%) foi observada entre os anos de 1995 e 2016. Além disso, a publicação sintetiza que no período de 2002 e 2016, por exemplo, o Produto Interno Bruto do estado do Piauí acumulou expansão de 72,7%, o que equivale ao crescimento médio de 4% ao ano, ao passo que o Brasil registrou expansão de 40,6% (2,5% ao ano, em média).

A transição econômica do Piauí não é concentrada, ou seja, os avanços são sentidos por todos os nichos, com o avanço na qualidade de vida da população, reduzindo consequentemente as desigualdades. O pesquisador Márcio Pochmann, doutor em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (SP), aponta que o Piauí tem provado para o Brasil que é possível avançar, mesmo sem uma indústria fortalecida.

“A indústria ela é a coluna vertebral do desenvolvimento, e a concepção que se tinha era de que no caso de um país todos os seus Estados, todas as suas regiões precisariam ser industrializadas, isso criou na verdade um sentido de Governo que basicamente passaram por copiar a experiência do  Estado mais industrializado, bem o estudo mostra que há uma perspectiva diferente, não é obrigatório todos os Estados se industrializarem para depois alcançar a fase dos serviços, a fase pós-industrial, o que nós estamos mostrando é que é possível uma região, um Estado sem passar pela industrialização transitar do seu passado agrário para o passado pós-industrial”, disse.

Na descrição por setores econômicos, o livro destaca que o principal estímulo ao crescimento da participação relativa do estado do Piauí no PIB nacional deveu-se a expansão acumulada de 133,2% no produto industrial, seguido de 51,8% no setor de serviços e de 0,4% na produção agropecuária. Com isso, também se verifica a variação acumulada do PIB per capita desde a estabilidade monetária alcançada pelo Plano Real, em 1994, que chegou a 31% em 2014, tendo recuado, contudo, para 21,1% frente à recessão econômica nacional transcorrida entre 2015 e 2016. (F.T)

Piauí avança até 799% do PIB cp, emergia renovável 

Estado acumula alta de R$ 30 bilhões nas riquezas.

A publicação ainda dá uma dimensão real do crescimento socioeconômico do Piauí ao detalhar o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado em termos nominais. No período analisado (2002 a 2014) o incremento foi de R$ 30 bilhões.

De acordo com o documento, o PIB do Piauí passou de R$ 7,1 bilhões para R$ 37,7 bilhões em igual período. A pesquisa faz um recorte do desenvolvimento por território no Piauí. Assim, no período analisado no livro, o território de desenvolvimento Entre Rios foi o principal concentrador econômico do Piauí, sua participação representou mais da metade de toda a riqueza.

Os autores explicaram que o índice se deve pela capital Teresina concentrar 46% do PIB estadual e 26,4% da população do estado. Mesmo com esse demonstrativo, a alta no PIB do território Entre Rios teve média anual de 4,9%, ou seja, abaixo da média estadual de 5,3%. (F.T)

62 municípios tiveram crescimento acima de 5,5%

Os territórios de desenvolvimento menos representativos, como Tabuleiros do Alto Parnaíba e Chapada das Mangabeiras, obtiveram crescimento médio anual real do PIB de 10,9% e 8,1% no período 2002-2014, respectivamente. “Esses dois territórios juntos tiveram níveis de crescimento econômico superiores ao da China, bem como assistiram sua participação no PIB do estado aumentar de 7,3% para quase 12%, em igual período. Esses territórios eram em sua maioria compostos de municípios de base agrária, tendo como predominância o setor agropecuário”, destacam os pesquisadores.

Sob esse prisma observaram que 27,9% das cidades piauienses (62 municípios) apresentaram crescimento superior a 5,5% entre 2002 e 2014. Pouco mais de 67% dos municípios localizados no território de desenvolvimento de Tabuleiros do Alto Parnaíba se enquadraram na faixa acima de 5,5% de crescimento do PIB.

Em seguida, os territórios de desenvolvimento de Chapada de Mangabeiras e Chapada Vale Rio Itaim se destacaram por terem 50% e 43,8% dos seus municípios com crescimento maior que 5% do PIB, respectivamente. Os demais territórios de desenvolvimento obtiveram menos de 31% de seus municípios com crescimento acima de 5% no período 2002-2014. (F.T)


Via Meio Norte

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