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Cobertura de crédito do BNDES no Nordeste cai 46% em nove anos

em 06 de agosto de 2021

O volume de crédito desembolsado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a região Nordeste caiu em quase três quartos (73,5%) desde 2013, mostram dados da instituição analisados pelo Metrópoles. Já a cobertura de municípios caiu de 89%, em 2010, para 48%, em 2019. Ou seja, cerca de 46% – quase a metade.

Naquele ano, o BNDES distribuiu R$ 25,657 bilhões em empréstimos. Já em 2020, o valor desembolsado foi R$ 6,795 bilhões.

A queda na região Nordeste acompanha – de maneira mais acentuada – a trajetória descendente do volume de crédito oferecido em todo o país pelo banco ao longo dos últimos anos. Entre janeiro e dezembro de 2013, foram desembolsados R$ 190,419 bilhões em crédito no Brasil, enquanto em 2020 o montante foi R$ 64,921 bilhões, baixa de 65,9%.

No entanto, a região foi a única que seguiu em declínio no ano passado, em meio à crise econômica da pandemia de Covid-19.

Houve crescimento do número de empréstimos nas ordens de 8%, 15%, 16% e 39%, respectivamente, nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste do país em 2020. Trata-se de valores correntes e, portanto, foram corrigidos pela inflação.

“A redução do volume de recursos disponibilizados pelo BNDES ocorre, em grande parte, por uma questão fiscal do governo, devido à crise que começou a partir de 2014. O BNDES usa boa parte de recursos que são advindos do Orçamento da União”, explica o economista Joseph David Barroso Vasconcelos de Deus, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“O que tem acontecido agora é um direcionamento da política de crédito para as demais regiões. O Nordeste também tem um banco de desenvolvimento próprio, que é o BNB [Banco do Nordeste]. Então, o BNDES tem priorizado outras regiões, que são consideradas mais dinâmicas. E, neste momento [de pandemia], o governo tem um papel essencial de entrar dentro do mercado ampliando o crédito, principalmente, para financiar as atividades produtivas das empresas”, declara o economista.


Fonte: Metrópoles

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