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Temer abre os cofres e negociações com aliados chegam a R$ 12 bilhões antes de votação

De acordo com os cálculos do jornal O Globo, em reportagem publicada nesta terça-feira, só de emendas parlamentares pagas desde o início de setembro, foram R$ 881 milhões.

em 24 de outubro de 2017

Além da distribuição de cargos e a oferta de benesses de valor inestimável, como as mudanças na legislação que trata da tipificação do trabalho escravo por meio de portaria ministerial, as negociações do governo para garantir a rejeição da segunda denúncia contra o presidente Michel Temerno plenário da Câmara dos Deputados já envolveram pelo menos R$ 12 bilhões.

Conforme calcula o jornal O Globo, em reportagem publicada nesta terça-feira, só de emendas parlamentares pagas desde o início de setembro, foram R$ 881 milhões. Mas também houve frustração de receita com o novo Refis, estimada em R$ 2,4 bilhões, e a própria desistência de privatizar o aeroporto de Congonhas, cuja outorga era estimada em R$ 6 bilhões. Por fim, houve ainda a possibilidade de abdicar R$ 2,8 bilhões com a anistia de parte das multas ambientais prevista por decreto editado na última segunda-feira.

Ao longo da tramitação da segunda denúncia contra o peemedebista, o Palácio do Planalto acelerou a liberação de recursos para o empenho de emendas parlamentares obrigatórias, em uma tentativa de manter o apoio de deputados contra a possibilidade de um afastamento do presidente. Parte do recurso repassado consiste no próprio cumprimento de débito assumido pelo governo na tramitação da primeira “flechada” lançada pelo então procurador-geral Rodrigo Janot.

Segundo a publicação, foram R$ 881,3 milhões em menos de dois meses, sendo R$ 607,9 milhões apenas nos primeiros 21 dias de outubro e R$ 273,4 milhões em setembro. Desde a primeira denúncia, o governo já empenhou R$ 5,1 bilhões, sendo R$ 4,28 bilhões apenas com os 513 deputados. Na prática, já foi gasto quase todo o montante previsto para emendas parlamentares no ano. Mas Temer resolveu ampliar a promessa e quer esquecer o contingenciamento e pagar o valor original, de R$ 9 bilhões. Com isso, cada um dos 513 deputados e 81 senadores ganharia, em média, R$ 15 milhões, contra os R$ 10,7 milhões médios anteriores. Nada mal em tempos de ajuste fiscal.

Graças a uma modificação promovida nos tempos de Eduardo Cunha, as emendas individuais de deputados e senadores são obrigatórias, mas cabe ao governo ditar o empenho desses recursos. É assim que Temer joga para conquistar apoio em momentos sensíveis à sua gestão.

InfoMoney

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