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Em Marcolândia, BR -316 segue interditada por por funcionários e donos de fábrica de farinha, após MPT fiscalizar

Greve dos trabalhadores das fábricas de farinha de Marcolândia já dura mais de 14 horas

em 03 de setembro de 2019

As 08:00 horas da manhã desta terça-feira(03/09), os trabalhadores das fábricas de farinha do município de Marcolândia, iniciaram as manifestação interditando totalmente a BR 316, contra o fechamento das fábricas, deixando passar apenas cargas vivas, perecíveis, transportes com crianças. Tudo começou, quando há 10 dias o Ministério Público foi até as fábricas para fazer uma fiscalização, e averiguaram que os funcionários estavam trabalhando sem carteira assinada. Entretanto, as fábricas de farinha em Marcolândia é uma questão cultural, que acontece a décadas funcionando dessa maneira rústica.

Segundo o artigo 29 da lei trabalhista, a carteira de trabalho e Previdência Social será obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual terá o prazo de quarenta e oito horas para nela anotar, especificamente, a data de admissão, a remuneração e as condições especiais, se houver, sendo facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.

Porém, os donos das fábricas alegam que não tem como manter uma folha de funcionários com a carteira assinada e ainda assim manter todos os custos que as fábricas demandam, como o cumprimento do pagamento de impostos. As maiorias das fábricas do município funcionam de maneira arcaica, com o trabalho quase todo sendo feito manualmente.

São centenas de populares, entre eles trabalhadores das fábricas, que não concordaram com o fechamento das fábricas e exigem que voltem ao funcionamento normal, donos das fábricas que não concordaram com os termos estabelecidos pelo Ministério Público do Trabalho, pois eles alegam que é inviável manter as atividades de farinhada com a carga alta de impostos exigidos. A Polícia Militar e Rodoviária também estão presentes para o controle da manifestação no local juntamente com os negociadores para entrar em um acordo. Um senhor apelidado de Pirão, um dos donos de  fábricas diz: “A BR só vai ser liberada quando as fábricas de farinha voltarem ao funcionamento normal, quem decide aqui é a população.”

Veja Fotos:

 

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