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FRONTEIRAS | Projeto “Cadê o sorriso de Maria?” é lançado em parceria com o judiciário para combater a violência contra mulheres

O objetivo é prevenir a violência contra a mulher, orientando, no âmbito psicossocial, tanto aos homens autores de violência contra mulheres, proporcionando reestruturação de crenças disfuncionais e respeito dos papéis sociais de atores com quem se relaciona; quanto as mulheres vítimas ou não, orientando-as de como proceder caso venha acontecer algum tipo de violência doméstica.

em 09 de novembro de 2018

Folder divulgação

Em tempos de muita discussão sobre sociedade machistas, direitos das mulheres, feminismo e proteção às mulheres, o servidor do Centro de Referência da Assistência Social de Fronteiras, o professor especialista Francisco Raoni de Sousa, lançou na manhã desta quinta-feira (8), ao lado de servidores locais do judiciário no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, o projeto intitulado “Cadê o sorriso de Maria?”, visando levar à comunidade o debate a cerca da temática da violência contra a mulher.

Além do coordenador, o projeto conta também com a coordenadora adjunta Rosa Maria Alves Marques, com o apoio do judiciário, na pessoa do juiz João Manoel de Moura Ayres e também de autoridades locais como a secretária municipal de Educação, Verônica Ribeiro, dentre outros.

O objetivo é prevenir a violência contra a mulher, orientando, no âmbito psicossocial, tanto aos homens autores de violência contra mulheres, proporcionando reestruturação de crenças disfuncionais e respeito dos papéis sociais de atores com quem se relaciona; quanto as mulheres vítimas ou não, orientando-as de como proceder caso venha acontecer algum tipo de violência doméstica.

Para o desenvolvimento do projeto, a equipe pretende promover transferência de conhecimento à comunidade e integração dos profissionais que atuam na rede e oportunizando acesso às temáticas referidas.

Para tanto, serão buscadas metas como: desenvolvimento de, no mínimo 2 e no máximo 4 encontros na sede do município e na zona rural; acolhimento e orientação psicossocial de no mínimo 25 e no máximo 50 homens agressores; desenvolvimento e distribuição de panfletos e folderes informativos; realização de 2 seminários sobre violência contra a mulher.

Em conversa com o Portal Piauí em Foco, o coordenador Raoni Sousa explicou como se deu a criação do projeto e a parceria junto ao judiciário local.

“O projeto tem eu como proponente, diante da necessidade de se fazer um trabalho com as mulheres, um trabalho mais amplo, voltado a esta questão de ‘Lei Maria da Penha’. Eu estive conversando com as servidores que trabalham no Fórum e elas mediaram a conversação sobre a proposta de desenvolver algo desta natureza. Daí elaborei o projeto, enviei e eles aprovaram. O objetivo do projeto é informar as mulheres sobre as medidas que elas podem estar tomando em relação a violência sofrida e fazer um trabalho com os homens também, principalmente os homens que cumprem algum tipo de penalidade na justiça por ter praticado este ato de violência, independente de qual seja, mas violência contra a mulher”, relatou.

Presente ao lançamento, o juiz de direito da Vara Única de Fronteiras, Dr. João Manoel de Moura Ayres, relatou aos presentes sua satisfação em apoiar um projeto como este que, segundo ele, é de extrema importância para o desenvolvimento social.

“Nessas pequenas ações, nessas coisas, que a gente vai conseguir transformar a nossa sociedade. São nessas ações e na educação; educação é a base de tudo. Educação é esclarecimento e esse projeto visa isso: esclarecer as mulheres e os homens dos seus direitos e dos seus deveres”, disse o magistrado.

Na oportunidade, o juiz explanou ainda, em breves palavras, um pouco sobre a criação da “Lei Maria da Penha” bem como sua importância no combate à violência contra a mulher. João Ayres lembrou que o a criação da lei foi fruto do manifesto das mulheres, fruto da luta de Maria da Penha em buscar esse debate no Brasil, em buscar proteção.

“A ‘Lei Maria da Penha’ veio justamente garantir a proteção a mulher dessas agressões, sejam físicas, psicológicas ou patrimoniais. Quantas mulheres ficam com medo de denunciar o marido por dependerem dele economicamente? Por terem medo de terminar o relacionamento? Por terem medo de denunciar por causa dos filhos? Mas são com projetos como este que nós conseguimos esclarecer as mulheres. A importância que é, do sujeito que ela é, que ela tem que procurar seus direitos, que ela não é obrigada a sofrer esse tipo de violência. Isso nós temos que esclarecer”, enfatizou o magistrado.

Também presente ao evento e parceira do projeto, a secretária municipal de Educação de Fronteiras, Verônica Ribeiro, agradeceu o empenho do judiciário na pessoa do juiz João Manoel de Moura Ayres, bem como parabenizou o professor Raoni pela iniciativa de um projeto tão importante na busca da proteção às mulheres.

“Os números no Brasil são alarmantes e sempre a mulher calou, foi omissa, até por medo de represálias. E esse espaço é muito bom para ajudar essas mulheres a gritar. A gritar e a falar o que sempre foram proibidas”, afirmou a secretária, destacando ainda que as transformações da sociedade só acontecem através da educação. “Povo educado é povo desenvolvido”, finalizou.

As ações do projeto seguem com vasta programação informativa para homens e mulheres de diversas idades. Confira:

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