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Pai do menor encontrado em Penitenciária do Piauí já cumpriu pena por estupro

em 05 de outubro de 2017

 

A reportagem do OitoMeia teve acesso, com exclusividade, a todos os depoimentos prestados no caso que tem chocado a população, não só no Piauí, mas em todo o Brasil. Trata da criança que foi encontrada com um detento nas dependências da Colônia Agrícola Major César, localizada na BR-343, entre a capital Teresina e a cidade de Altos.

Além dos depoimentos, o portal teve acesso a imagens de onde ficou a criança, de iniciais V.R.G.S, que teria 13 ou 12 anos (os pais não sabem com exatidão a idade da criança porque não lembra o ano de nascimento e nem possuem documentação que comprove), que dormiu na companhia de José de Ribamar Pereira Lima, que foi condenado a prisão por acusação de estupro, mas que responde também por acusação de pedofilia a duas crianças, no passado, na cidade de Aroazes.

Imagens de como é o local onde detento dormiu com uma criança (Foto: Exclusivo OitoMeia)

Foram ouvidos pela Delegacia da cidade de Altos, área da penitenciária, além do próprio menor V. R. G. S e o detento José de Ribamar, o pai Gilmar Francisco Gomes, a mãe Sebastiana Rodrigues Gomes e os agentes penitenciários que fizeram a vistoria na Major César naquela madrugada do último dia 30 de setembro. Entre as revelações constatadas no depoimento, há muitas divergências e contradição. Especialmente na fala dos pais e do próprio detento.

Para se ter uma ideia, o pai disse que permitiu que V ficasse com Ribamar, como é chamado pela família, porque atenderia um pedido dele. A fala, no entanto, diverge do que disse o próprio V e sua mãe Sebastiana, que garantem que Gilmar praticamente obrigou a criança a ficar por lá. Entre as novas revelações, Gilmar disse que não sabia que Ribamar respondia por acusação de estupro. Acreditava que o “compadre”, como costumava chamar, estava preso por ter sido condenado após supostamente matar a esposa. Já a mãe, Sebastiana, diz que Gilmar insistiu para que V ficasse com Ribamar e não o contrariou por ele ser “muito alterado”.

Criança admite que não era a primeira vez que dormia lá (Foto: Exclusividade OitoMeia)

O depoimento do menor é ainda mais estarrecedor. Além de explicar em detalhes que foi o pai quem o obrigou a ficar com Ribama, ele revela a existência de uma suposta “Dona Nita”, que seria mãe de um diretor da penitenciária e ajudou o pai a ter uma moradia na localidade Mucuim, zona rural de Teresina, que fica nas proximidades da penitenciária. A família antes morava na cidade de Alto Longá. Disse também que existia promessas de Ribamar de dar presentes e até um vídeo game para o irmão mais novo, de apenas 9 anos, que foi prometido para ser afilhado do detento. Já Ribamar disse que responde pelo crime de atentado ao pudor, em 2009, e que possui duas acusações de pedofilia, no entanto que não tinha qualquer intenção de abusar do menor V.

PARA ENTENDER
No sábado passado, dia 30 de setembro, a família de Gilmar Francisco Gomes, que há dois meses foi solto da Major César, após uma condenação por estupro, foi até a penitenciária visitar José de Ribamar Pereira Lima, que está preso também condenado por estupro, além de responder a mais duas acusações, ambas por pedofilia. Gilmar levou a esposa Sebastiana Rodrigues Gomes e os quatro filhos V.R.G.S (13 ou 12 anos), M.A.R. (13), A.R.G (12) e J.G.R.G (8 anos). Lá ela e a filha M. Chegaram por volta das 8h almoçaram juntos e combinaram de sair por volta das 17h. Foi quando houve a decisão de que V ficaria para dormir com Ribamar dentro da Major César.

Preso, José de Ribamar aceitou que a criança ficasse com ele (Foto: Exclusividade OitoMeia)

A VISTORIA
V garante em seu depoimento que resistiu para não ficar. Mas seu pai Gilmar mostrou-se irredutível e que tentou convencê-lo dizendo que o irmão mais novo também poderia ficar. O que não ocorreu porque a criança mais nova rejeitou a ideia e a mãe não aceitou. V então dormiu num quarto da penitenciária, em companhia de Ribamar, por volta das 22h. Ele disse que ficou vendo TV até pegar no sono. Já Ribamar disse que ficou do lado de fora esperando as bombas d’água irrigarem a horta da penitenciária. Dormiram e por volta das 2h uma vistoria surpresa fez com que Ribamar pedisse para V se esconder embaixo do colchão para não ser flagrado. O que não deu certo. O agente Ronaldo Lopes da Rocha Mendes o encontrou e levou o caso à direção.

CASO DE PEDOFILIA?
Em seu depoimento José de Ribamar garante que não tinha qualquer intenção de abusar do menor. E que só permitiu que a criança ficasse lá porque teria sido um pedido da própria. Ele se tornou próximo da família por ter cumprindo pena junto com Gilmar por pelo menos dois anos na Major César. Nos indultos visitava a casa de Gilmar, mas não havia comentado, segundo contam o pai e a mãe de V, que responde condenação por pedofilia. Ele sempre dava presentes, refrigerante, biscoito, bombons etc aos filhos de Gilmar e garante que só dava dinheiro porque sabia da condição financeira ruim da família e em troca Sebastiana lavava algumas de suas roupas. Ele nega que tenha tocado na criança e o exame solicitado junto ao Instituto Médico Legal (IML) em Teresina deu negativo para constatação de conjunção carnal e ato libidinoso.

Foi para este quarto que o detento levou o menor de inicial V (Foto: Exclusividade OitoMeia)

PROSTITUIÇÃO? TRABALHO INFANTIL?
O problema pode ser ainda maior se comprovada a denúncia apresentada pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi): teria uma rede de prostituição de menores atuando dentro da penitenciária Major César. Segundo o presidente do Sinpoljuspi, José Roberto, a secretaria estadual de Justiça do Piauí estaria sendo conivente ao falhar na segurança e permitir o acesso de pessoas alheias, facilitando o aliciamento de menores nas dependências da Major César. O deputado estadual Robert Rios foi a tribuna da Assembleia Legislativa pedir pelo afastamento do secretário Daniel Oliveira, titular da Sejus. Alega incompetência e vai denunciar o caso junto a instituições como a UNICEF. “Pôr uma criança dentro da cela de um pedófilo é como colocar um cabrito para uma onça dentro de uma jaula. Vou o denunciar na UNICEF e em todas as cortes internacionais que protegem criança e adolescente”, afirmou Robert Rios. Além da suspeita de prostituição, existe a possibilidade de o menor V ter atuado trabalhando na hora junto com os detentos da Major César, o que configuraria como trabalho infantil.

JUSTIÇA TIRA CRIANÇA DA GUARDA DOS PAIS
Nesta quarta-feira (04/10) a juíza da 1° Vara da Infância e Adolescência, Maria Luiza decidiu afastar V e seus irmãos do convívio dos pais Gilmar e Sebastiana. O motivo alegado por ela em entrevista ao OitoMeia foi de proteger os menores. As crianças afastadas se encontram em um abrigo, que não teve o nome mencionado. Os pais serão intimados e terão direito a defesa. Segundo ela foi uma decisão solicitada pelo Conselho Tutelar. Maria Luiza disse ainda que as crianças devem permanecer no abrigo até que a audiência seja feita para decidir qual será o destino delas. “Vai ser feito um relatório circunstanciado para o Ministério Público e somente aí será decidido o destino dos menores. É inadmissível que os pais dessa criança tenham permitido isso. Eles serão intimados para prestarem depoimento, mesmo assim a gente lamenta toda essa situação. Garanto que iremos proteger essa criança e seus irmãos”, disse a juíza.

Dependências do local em estado precário para qualquer ser humano (Foto: Exclusividade OitoMeia)

CONTRADIÇÕES E REVELAÇÕES NOS DEPOIMENTOS
Algumas contradições e revelações dos depoimentos: Primeiro que há uma contradição absurda sobre como foi a decisão de deixar a criança. Ele ficou por livre e espontânea vontade, como informou o pai Gilmar e o detento RIbamar, ou foi obrigado a ficar, como disse em seu depoimento o próprio menor e a sua mãe Sebastiana? Ainda em seu depoimento, o pai garante que não recebeu dinheiro de Ribamar. Este, no entanto, disse que dá dinheiro à família sim, mas por motivo de Sebastiana lavar algumas de suas roupas; outra informação relevante foi dada por Sebastiana, que deixou claro que só não insistiu para levar o filho V por medo do marido Gilmar, já que ele é “muito alterado”; mas o que chamou atenção foi mesmo o que disse o garoto. V informou que Ribamar costumava presentear ele e seus irmãos com mimos e promessas de celular, vídeo game. Revelou ainda que o irmão mais novo por pouco não ficou para dormir também e que não era a primeira vez que dormia lá. Já tinha dormido acompanhado de toda a família. Por fim revelou o nome de uma tal Dona Nina, que teria ajudado o pai a conseguir uma casa no povoado que fica próximo à penitenciária.

 

CONFIRA TRECHOS DOS DEPOIMENTOS DE CADA UM
A seguir, trechos do que disseram José de Ribamar Pereira Lima (preso), V.R.G.S (a criança), Gilmar Francisco Gomes (o pai da criança), Sebastiana Rodrigues Gomes (a mãe) e Ronaldo Lopes da Rocha Mendes (agente que primeiro encontrou a criança na penitenciária). Os depoimentos foram colhidos na Delegacia de Altos, entre os dias 3 e 4 de outubro (última terça e quarta-feira). O delegado responsável por colher os depoimentos foi Jarbas Lopes de Araujo Lima, titular do 14º DP, da cidade de Altos. Tanto a criança como os pais assinaram os depoimentos com o polegar, o que caracteriza que seriam analfabetos. Confira:

Esta era a TV que estava a disposição do detento e do menor, que assistiram antes de dormir (Foto: Exclusividade OitoMeia)

DEPOIMENTO 1 – José de Ribamar Pereira Lima (o detento):
“Que foi condenado pelo crime de atentado violento ao pudor em 2009, na cidade de Amarante-PI. Teve progressão de crime autorizada pela Justiça há dois anos, quando foi levado para cumprir pena na Major César. E lá passou a conhecer Gilmar e visitar a sua família e vice-versa. Que como soube das dificuldades financeiras de Gilmar, passou a ajudá-lo, dando alimentos e produtos como chinelos para as crianças. Que quando as crianças precisavam de alguma coisa, ele ia lá e comprava, como chinelos, Que dava dinheiro só porque a esposa de Gilmar prestava serviço lavando roupas. Que por esse motivo lhe dava dinheiro. Que o filho J.G. pediu para ele ser seu padrinho, que acertou junto com Gilmar que isso iria acontecer. Que não presenteou o filho de Gilmar com um celular (isso está no depoimento da criança). Que não teria indulto do dia das crianças e não procede que iria dar presente do dia das crianças ao garoto um vídeo game (também consta no depoimento de V). Que como Gilmar saiu em liberdade condicional ficou mais difícil o contato. Mas que vez por outra este passou a frequentar a colônia agrícola.

 Que admite já atentou contra duas crianças na cidade de Aroazes, mas que não tinha qualquer intenção de abusar

Que estiveram por lá dia 30 de setembro, os filhos foram de bicicleta e que almoçaram juntos. Por volta das 17h, quando decidiram que iriam embora. A criança V quis ficar com Ribamar. Que aceitou mesmo sabendo que era proibido ter estranhos na penitenciária fora do horário de visitas. Que achou que Gilmar iria contar à direção e aos agentes plantonistas que a criança havia ficado lá. Que antes de dormir ficou do lado de fora observando as bombas de irrigação do plantio. E que foi deitar por volta das 22h ao lado da criança. E que dormiram e por volta de 1h da madrugada foi abordado por agentes fazendo a vistoria. Que reafirma que não cometeu qualquer abuso com a criança. Que admite já atentou contra duas crianças na cidade de Aroazes, mas que não tinha qualquer intenção de abusar contra V. Que visitou a residência de Gilmar por pelo menos quatro vezes”.

DEPOIMENTO 2 – V.R.G.S (13 ou 12 anos, criança que dormiu na Major César)
“Que morava em Alto Longá e se mudou para esse povoado (Mucuim) com os pais há pouco tempo, junto com cinco irmãos. O pai tinha sido preso quando ainda moravam em Alto Longá. Que cumpriu pena e foi liberado neste ano de 2017. Que devido as amizades na penitenciaria conseguiu essa casa no povoado Mucuim. E por isso visitava sempre a Major César, plantando e colhendo feijão junto com outros presos.

Acha que a mãe do vice-diretor da penitenciária, de nome Dona Nita, foi quem concedeu uma casa para o pai morar. O pai já havia prestado serviço para essa Dona Nita

Acha que a mãe do vice-diretor da penitenciária, de nome Dona Nita, foi quem concedeu uma casa para o pai morar. O pai já havia prestado serviço para essa Dona Nita. Que estuda em uma escola da região do Mucuim e que sempre visitava a penitenciária com o pai e entre essas visitas conheceu o senhor que se chamava Ribamar. Que ele e o irmão mais novo, de iniciais J. G, de 9 anos, sempre iriam visitar Ribamar na companhia dos pais.

Ribamar sempre tratava eles dois com carinho e já deu chinelos, biscoitos e sempre dava alimentos para toda a família

Ribamar sempre tratava eles dois com carinho e já deu chinelos, biscoitos e sempre dava alimentos para toda a família. Mas que em nenhum momento chegou a ficar só, com o irmão mais novo, com Ribamar. Que o irmão mais novo já chegou a pedir que Ribamar fosse seu padrinho. E que Ribamar iria dar um vídeo game neste mês de outubro, Dia das Crianças. Que o pai já havia aceitado que Ribamar fosse o padrinho do irmão. Que não ia no meio de semana porque tinha aula, mas sempre nos finais de semana, como desta vez.

Disse que não queria ficar, mas que o pai insistiu que ele ficasse. Que dormisse com Ribamar na unidade supra

Que ele e os irmãos M.A e A foram de bicicleta para a visita a Major Cesar. Que brincaram, almoçaram juntos e que no final de tudo o pai lhe fez o pedido de ficar com Ribamar. Disse que não queria ficar, mas que o pai insistiu que ele ficasse. Que dormisse com Ribamar na unidade supra. Que o irmão J.G também iria ficar, mas que esse também disse que não ficaria e terminou ficando apenas este informante. A mãe também não queria que ele ficasse, mas o pai estava decidido a fazer com que ele ficasse.

 Quando foi de repente, ambos estavam de calção, foi feita uma vistoria e Ribamar acordou V e pediu que se escondesse debaixo do colchão

Como o pai mostrou-se irredutível, a criança se viu obrigada a ficar para dormir na companhia de Ribamar. Que dormiu ao sentir sono, se acomodou numa cama de solteiro e ficou ao lado de Ribamar. Mas que quando foi de repente, ambos estavam de calção, foi feita uma vistoria e Ribamar acordou V e pediu que se escondesse debaixo do colchão. Que foi descoberto por um dos agentes que levantou o colchão   o encaminhou para a Central de Flagrantes de Teresina onde fez exame de corpo de delito. Que não sabia que Ribamar havia dado um celular de presente para o irmão G. E que não sabia que Ribamar também cumpria pena por ter abusado de crianças no passado. Que já havia dormido uma única vez no mesmo presidio, mas na companhia de toda a família. E seria a primeira vez que dormiria sozinho. Tem conhecimento do que é pedofilia, mas que Ribamar não cometeu abuso, que ele não tocou em suas partes íntimas e que se fosse o caso ele falaria. Que tem sua sexualidade definida e que gosta de meninas”.

DEPOIMENTO 3 – Gilmar Francisco Gomes (o pai de V)
“Que saiu de sua casa com a esposa por volta das 9h na companhia dos quatro filhos. Foram visitar o sistema prisional Major César. Chegando lá por volta das 9h20 visitaram o detento de nome José de Ribamar, que cumpre pena no semiaberto, e é seu compadre por já terem cumprido pena juntos.

O cumprimentou e foram ligar uma bomba d’água usada para o plantio de uma horta na colônia agrícola. Enquanto ajudava, a esposa e a filha mais nova (iniciais M. A) fizeram a comida. Os outros três meninos foram caçar passarinho usando baladeira. Todos foram posteriormente almoçar e a tarde iriam todos embora.

(Disse) que a criança quis ficar para dormir e prometeu de ir pega-lo no dia seguinte

Só que antes de retornar para casa o menor de 12 anos, de iniciais V.R.G.S, pediu para ficar e que ele iria pegá-lo de volta no mesmo dia. Mas que a criança quis ficar para dormir e prometeu de ir pega-lo no dia seguinte.

Ele deixou porque confiava em José de Ribamar, que tinha dito que respondia pelo crime de ter matado a própria esposa e não havia dito que seria por pedofilia e estupro. José de Ribamar ajudava esta família com alimentos, mas nunca através de dinheiro. Que agradava os filhos dando besteiras, como chocolate, bombons, refrigerante… E que tinha certeza que José de Ribamar não abusaria do filho V”.

DEPOIMENTO 4 – Sebastiana da Silva Rodrigues (a mãe de V)
“Que por volta das 8h foi com o esposo até a Major Cesar na companhia dos filhos V.R. (13), A.R.G (12), J.G.R.G (8 anos) e M.A.R (13 anos). Que sempre visitavam Ribamar. E fez um almoço para todos. Quando chamou o marido e os filhos para irem embora. Aí perguntou porque V iria ficar com Ribamar. Mas que o esposo, como é muito alterado, não disse mais nada sendo contra o filho ficar para dormir com Ribamar.

Que um dos filhos avisou que na manhã do dia 1º de outubro (domingo) tinha um monte de policial na porta da sua casa. Levaram eles para a Central de Flagrantes e encontrou o filho que dormiu na Major Cesar dentro do carro. Que o marido Gilmar respondeu que o filho só ficou porque no outro dia a família toda ia para lá de novo e eles iriam pegá-lo de volta.

Que não discutiu com o marido por o achar muito alterado

Disse que há pelo menos dois anos faz visitas à Major Cesar e sempre levou os filhos. Há dois meses o marido deixou de cumprir a pena. Disse que Ribamar sempre ia na sua casa durante os “saidão” (dia dos pais, natal etc). Disse que o filho V não queria ter ficado com Ribamar, mas que o esposo insistiu que ele ficasse. Que não discutiu com o marido por o achar muito alterado.

Que não sabia que Ribamar era estuprador, que achava que ele estava preso porque tinha matado a mulher. Respondeu que o filho Valdemar ficou vendo TV e que em nenhum momento Ribamar fez algo contra ele”.

DEPOIMENTO 5 – Agente penitenciário Ronaldo Lopes da Rocha Mendes
“Que disse que fez a vistoria, por volta das 2h e que toda a sua equipe de agentes encontrou dez aparelhos de celular, um notebook e a criança menor de idade que estava em um quarto nas dependências da colônia agrícola. Que a criança foi encontrada por ele na seguinte posição: deitada de lado, encurvada, e que ao perguntar a criança o que fazia lá disse que o detento José de Ribamar foi quem pediu para ela se esconder ali.

Que a criança foi encontrada por ele na seguinte posição: deitada de lado, encurvada

Que a criança recebia biscoito, refrigerante dele e que podia confiar nele.Que a criança lhe respondeu que não havia sofrido qualquer abuso por parte de Ribamar. Que chamou o gerente da unidade penitenciaria, que entrou em contato com a diretora de humanização Agatha, a qual se fez presente e acompanhou todo o caso, repassado para posteriormente a criança ser levada até a Central de Flagrantes onde fez exame de corpo de delito”.

Fonte: Oito meia

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