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Empresário negro é retirado algemado em agência bancária após questionar demora de 4 horas no atendimento

Os policiais, então, imobilizaram Crispim com uma "gravata" e o levaram para fora da agência bancária. Em uma postagem em uma rede social, Crispim criticou a atitude do banco e dos policiais, a filha de 15 anos do empresário filmou toda a ação. 

em 28 de fevereiro de 2019

Foto: Reprodução/ Facebook

A Caixa Econômica Federal afastou nesta quarta-feira (27/02) o gerente de agência no centro de Salvador, onde o microempresário Crispim Terral, 34 anos, foi imobilizado por com mata-leão por policiais militares da Bahia e retirado à força.

Em nota enviada nesta quarta-feira (27/02), a Caixa informou que, além de afastar um funcionário, abriu uma sindicância interna para apurar o caso e vai realizar um treinamento com toda sua rede para reforçar sua política de relacionamento com clientes.

“A Caixa prima pelo respeito à diversidade de raça, origem, etnia, gênero, cor, idade, classe social ou qualquer tipo de diferença entre as pessoas”, informou o banco em nota, que destaca ainda que a Caixa segue uma política de “atendimento com zelo, presteza e prontidão aos clientes e usuários, de forma justa e equitativa”.

Em uma nota anterior, enviada na terça-feira (26/02), o banco havia informado que não tinha identificado “por parte de nenhum dos seus empregados ou colaboradores, qualquer atitude de cunho discriminatório”.

O caso envolvendo Crispim Terral aconteceu na última terça-feira (19/02), quando Terral foi a uma agência da Caixa no centro da capital baiana para resolver uma pendência acompanhado de sua filha, de 15 anos.

O empresário afirma ter sido tratado com indiferença pelos funcionários do banco e que ficou por mais de quatro horas sentado na mesa do gerente da sua conta aguardando para ser atendido. Depois da espera, ele dirigiu-se ao gerente-geral da agência para questionar a falta de atendimento. O gerente, contudo, acionou a polícia para retirá-lo à força do banco.

Ele afirma que os policiais o trataram educadamente e convidaram ele e o gerente a resolver o problema na delegacia. O gerente, contudo, teria se recusado a acompanhar os policiais. Em um vídeo gravado pela filha de Crispim, já na presença dos policiais, o gerente do banco afirma que só iria à delegacia se o cliente fosse algemado e que não negociaria “com esse tipo de gente”.

Os policiais, então, imobilizaram Crispim com uma “gravata” e o levaram para fora da agência bancária. Em uma postagem em uma rede social, Crispim criticou a atitude do banco e dos policiais, a filha de 15 anos do empresário filmou toda a ação.

Disse que foi tratado de forma ríspida e alvo de preconceito racial.”Em nenhum momento eu fui mal-educado, grosseiro ou deselegante dentro daquela a agência bancária, mas fui tratado como um bandido”, disse Crispim.

A repercussão do caso fez com que a agência bancária fosse alvo de um protesto com cerca de 50 pessoas nesta terça-feira. Entidades do movimento negro vão ingressar com uma representação no Ministério Público do Estado da Bahia nesta quarta.

Fonte: 180 graus

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